segunda-feira, 20 de maio de 2013


Repórter João Melo
Por pouco o ambientalista André Cairo não ficou escamoteado na sessão especial que debateu o problema do abastecimento de água em Vitória da Conquista, na última sexta-feira. Sessão, aliás, que teve público acanhado diante da dimensão desta questão. André incomoda muito. Incomoda mesmo. Causa danos avassaladores aos omissos. Ele sabe exigir. Pede com firmeza, por isto, os cômodos se sentem prejudicados quando ele se apossa de um microfone.
É comum, muito comum, aliás, o ambientalista ser solenemente ignorado em atos públicos, desprezado em eventos cívicos, por que seus berros vulcânicos soam como chicotadas.  Exibindo documentos, fotografias, recortes de jornais, ele provou aos berros que desde 1989 vem denunciando a necessidade de ampliação das barragens e cobra soluções, através de cartazes e manifestações.
 
Com seu discurso sulfúrico gritou em plenos pulmões, e causou espanto entre todos, tachando de incompetentes os que podem, mas não resolvem a questão angustiante para a 3ª maior cidade do Estado.  Projetos para transposição das águas dos rios Pardo e Catolé, foram arquivados. Governo não libera recursos. O tempo passa..voa. E hoje estamos a um passo de ficarmos totalmente sem água.

O Presidente do Movimento Contra a Morte Prematura representa ação no Ministério Público. Cobra dos governos municipal e estadual as providências. Trabalhar pelo povo, defender os interesses da coletividade, sem exigir nada em troca às vezes pode ser interpretado como um “crime”. Tentar despertar a consciência do povo, para que o dever do Estado seja cumprido soa como uma afronta.

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